Proximo desafio… dança.. bora lá!
Espaço de reflexão, de escrita, de comunicação, de extrapolação de sentimentos bons e maus, enfim, de tudo o que vem à cabeça e apetece pôr em letras, em palavras e frases, com ou sem nexo. Espaço meu, vosso, de todos para todos... Boas escritas...
quinta-feira, fevereiro 16, 2023
quarta-feira, fevereiro 15, 2023
terça-feira, fevereiro 14, 2023
45/365
Dia de São Valentim.
Um dia como os outros, só que não. Várias memórias me invadiram ao longo do dia. Foi um dia do avesso. Olho para cima. Perfeito. Vou guardar. Para ganhar o dia.
segunda-feira, fevereiro 13, 2023
domingo, fevereiro 12, 2023
sábado, fevereiro 11, 2023
sexta-feira, fevereiro 10, 2023
quinta-feira, fevereiro 09, 2023
quarta-feira, fevereiro 08, 2023
39/365
terça-feira, fevereiro 07, 2023
38/365
O mar é o meu confidente.
Só ele sabe tudo sobre mim.
Só ele me entende nos momentos de dor.
Só ele ampara as minhas saudades,
as minhas lágrimas,
as minhas fúrias,
e as minhas dores.
É a ele que recorro.
Nunca me falha.
Nunca me desaponta.
Nunca me abandona.
segunda-feira, fevereiro 06, 2023
sábado, fevereiro 04, 2023
35/365
Possibilidades infinitas entre “aqui” e “ali”.
Todas aquelas que couberem no universo, e mais ainda.
Uma viagem estonteante pelo centro do núcleo do âmago de mim.
Foi assim tão fundo, sim.
E quando voltei cá para fora, nada estava decidido, definido ou formatado.
Ganhei uma visão periférica não do que me rodeia, mas do que me pode rodear.
“À luz do universo, que flui…”
sexta-feira, fevereiro 03, 2023
quinta-feira, fevereiro 02, 2023
quarta-feira, fevereiro 01, 2023
terça-feira, janeiro 31, 2023
segunda-feira, janeiro 30, 2023
domingo, janeiro 29, 2023
29/365
Domingo.
Dia frio. Sol de inverno.
Sozinha, com as minhas linhas e os meus pensamentos.
Não tão sozinha como parece.
Senti a tua presença.
A vossa presença.
Estive acompanhada neste momento que me é tão familiar, ainda que diferente do habitual.
Existes tanto em mim, que no dia a dia, quase vejo as coisas pelos teus olhos.
Tenho saudades. Muitas.
sábado, janeiro 28, 2023
sexta-feira, janeiro 27, 2023
quinta-feira, janeiro 26, 2023
quarta-feira, janeiro 25, 2023
25/365
Sinto chover na alma.
Sinto as entranhas a preto e branco.
A sombra que se esconde num beco.
Sinto os pés a arrastar no chão,
A sola gasta de andar,
E nunca lá chegar.
Nariz apontado para o céu,
Em busca de luz.
Inspira,
O ar fresco.
Espera.
(Jo 25/1/23)
terça-feira, janeiro 24, 2023
segunda-feira, janeiro 23, 2023
domingo, janeiro 22, 2023
22/365
Dos domingos no mundo.
Domingos de domingar.
Domingos de lazer.
Dolce fare niente.
Dos dias de recuperar.
Apanhar sol.
Ler e escutar.
e trabalhar.
E voltar ao dia,
e vencer.
sábado, janeiro 21, 2023
21/365
Dos sábados de caminhar à beira mar. De “papo pró ar”. Banhos de sol no terraço. Cuidar da horta. Cuidar de mim. Jantar com amigos.
sexta-feira, janeiro 20, 2023
20/365
O dia hoje deu uma volta ao mundo. E afinal, não saí do mesmo lugar.
quinta-feira, janeiro 19, 2023
19/365
Mais um dia corrido. E o sol, lá se pôs. Na sua paleta de cores única. Ainda não encontrei nenhuma foto que consiga transmitir o que sinto quando me entrego a este momento.
quarta-feira, janeiro 18, 2023
18/365
Começou assim. Solarengo. Quente. Envolvente.
Abraçou-me com uma ternura esquecida pelo tempo. Segurou o meu corpo como se se pudesse partir.
Repousei o meu coração nesse abraço. Abri a minha alma ao sol.
Fechei os olhos e sorri. Senti o coração bater. Fiquei no abraço. Deixei a minha alma voar.
(Jo, 18/jan/23)
terça-feira, janeiro 17, 2023
17/365
Coisas banais.
Coisas simples.
Mexer na terra.
Sentir o sol.
Olhar o mar.
Cheirar as flores.
Uma terça-feira.
segunda-feira, janeiro 16, 2023
16/365
De vez em quando, o céu pinta-se de cores bonitas para me lembrar que a vida também tem estes momentos. ❤️
domingo, janeiro 15, 2023
sábado, janeiro 14, 2023
sexta-feira, janeiro 13, 2023
quinta-feira, janeiro 12, 2023
quarta-feira, janeiro 11, 2023
11/365
Frágil.
Débil.
Não, delicada.
Pequena mas poderosa.
Com um aroma adocicado,
Intenso,
Invasor.
Inalo o seu perfume
Que viaja até ao âmago do meu ser.
De cores suaves e etéreas,
Atraem o olhar
como se perscrutassem a minha alma
E exaltassem a minha essência em si,
Nesse broto puro, pequeno, delicado.
(Jo, 11/01/2023)
terça-feira, janeiro 10, 2023
10/365
Na sala vazia, despida dos enfeites, dos ornamentos, da bolas e das luzes, sento-me e olho pela janela. Lá estão as nuvens, pintadas de cores que não cabem na paleta. Lá está a luz do sol, que me aquece a alma, só de olhar. Perco-me a olhar. Permito-me contemplar. Encontro-me a cada inspiração daquele momento mágico, que dura apenas uns segundos, mas que insisto em repetir daí a outros tantos. Na minha cabeça passa uma banda sonora que não consigo identificar nem reproduzir. É só minha. Ainda não foi escrita. Ou talvez sim. Prefiro usufruir do momento, sem pensar. Eu e a música das cores nas nuvens com sol.
segunda-feira, janeiro 09, 2023
domingo, janeiro 08, 2023
sábado, janeiro 07, 2023
sexta-feira, janeiro 06, 2023
6/365 - Dia de Reis.
Partiu a Tisa.
Partiu mais um elemento do clã.
Mulher franzina na estatura mas enorme na coragem, na luta, no sangue na guelra.
Ficam-nos as memórias boas. De tudo um pouco. Praias, “discussões”, tabaco perdido, lutas com “os picos”, noites de cinema…
Até já.
Descansa Tisa.
quinta-feira, janeiro 05, 2023
quarta-feira, janeiro 04, 2023
terça-feira, janeiro 03, 2023
3/365
segunda-feira, janeiro 02, 2023
2/365
domingo, janeiro 01, 2023
2023 - renovações - 1/365
Terminou o ano de 2022. Foi um ano recheado. Agitado como as ondas do mar. Diariamente partilhei em modo fotográfico, no Facebook, o meu ano. Quem estiver curioso, visite o Facebook…(só para “amigos”).
Este ano optei por o fazer aqui. Em modo “o que me apetecer”. Seja um texto, uma frase, uma foto, um vídeo. Para quem quiser ler. Para mim.
Pensando no ano novo em que entrámos, tentei chegar a consenso com “revoluções”. Não consegui. E ainda bem. Quero fluir com os dias que me vão surgindo, e deixar fluir as minhas intenções sem forçar.
Claro que tenho objetivos, que vão desde a perda de peso (0.0) ao crescimento pessoal… mas não quero ficar limitada a eles.
Neste primeiro dia do ano estou ainda no rescaldo do fim do ano anterior. Cheguei à conclusão, por exemplo, que comi as doze passas e não desejei nada. Ou pelo menos, nada específico e consciente. Pensei em várias coisas e em nada ao mesmo tempo. Considero portanto que esta primeira semana será, provavelmente, dedicada a isso. Ou não. 😁 Veremos como corre.
Então consideremos esta a primeira entrada de 2023.
quinta-feira, outubro 31, 2013
Notas (soltas)
REvolta em
MIm, fosse tudo tão
FÁcil como o
SOL em raios de
LÁpis de cores
SImples.
Jo (28.11.07)
segunda-feira, setembro 30, 2013
Borboleta
Tem uma letra
Que se não queda
Pra não haver quebra.
Borboleta
Tem uma asa
Pra quem não casa.
Borboleta
Tem uma certeza
E a gentileza
Em cima da mesa.
Borboleta
Tem um casulo
Onde me escondo
Só, no meu mundo.
Jo (28.11.2007)
quinta-feira, setembro 26, 2013
sexta-feira, setembro 20, 2013
Check!
Primeira aula do ano - Check!
Ansiosa pelas próximas...
Já tinha saudades de estar com os "piquenos".
Falta o resto. Cargos que estão no horário mas que ainda não sei bem para que são... Falta essa metade.
terça-feira, setembro 17, 2013
O Mar
É violeta
É de côr incerta
É da côr da dor
Que nos aperta
É cinzento
Como o momento
Em que rebenta
A onda da desventura
É como o fio
que nos segura
Como uma marioneta
E afinal
O Mar não é Azul?
Jo (04/05/2007)
quarta-feira, setembro 11, 2013
Inícios
Um misto de felicidade com nervosismo, medo, apreensão à mistura.
Começar um ano letivo sem saber nada do que me vai calhar não me traz felicidade nenhuma.
quarta-feira, agosto 28, 2013
I'm back!
Visitei o meu blog e verifiquei que nunca mais cá escrevi...
Tss, tss, tss....
Que falha...
Na verdade não tenho grande coisa para dizer.
(pausa para pensar no que poderia escrever....)
Não. Na verdade não me ocorre nada. Vou deixar assim. Talvez amanhã ou depois tenha qualquer coisinha para partilhar. Por hoje fica assim.
sábado, dezembro 31, 2011
Reflexão de Fim de Ano
Podemos fazer uma lista de coisas que queremos mudar, ou refazer, ou evitar. Mas a verdade é que o novo ano é apenas uma continuação deste. A mudança não depende de um número que passa de 11 para 12. A mudança está no nosso ser, nas nossas atitudes. Não é por eu pedir um desejo (12 vezes o mesmo, ou 12 desejos diferentes) ao som das 12 badaladas, a estrear algo novo, a encher a boca de passas e a empurrá-las com espumante enquanto se salta para entrar no ano novo com o pé certo, que ele se concretiza! Mas é um ritual repleto de esperança, que por vezes substitui a nossa capacidade de agir, mudar, ser.
E é aqui que normalmente surgem as “12 resoluções de fim-de-ano”. Não as vou fazer. Não por ser do contra, mas apenas porque me parece que não tenho 12.
Pensando no ano novo que há-de vir, avistamos dificuldades, falta de dinheiro, excesso de despesas, desemprego, greves... Olhando assim, vemos um ano negro. Não é esta a visão que quero ter do meu futuro. Quero pensar positivo. Quero pensar que vou dar valor às pequenas coisas, aos pequenos prazeres, aos sorrisos, às gargalhadas, aos amigos, à família, e vou apreciar cada momento como sendo único, porque afinal, são esses momentos que fazem o nosso ano ser memorável.
Podia, por exemplo, decidir deixar de fumar, já que os preços vão subir substancialmente, mas não me apetece! É um dos tais pequenos prazeres, ou malefício, como queiram. Mas pronto, vou tentar reduzir, a bem da minha saúde... e da minha carteira...
Preciso de levar o Jonas ao veterinário, ir ao médico fazer os exames de rotina (que já devia ter feito...) e estar menos tempo ao computador. Estas são resoluções!
Pintar a sala, escrever mais vezes, telefonar mais vezes, ouvir mais música, arranjar maneira de dançar, ver o telejornal mais vezes, estudar harpa, fazer fotografia... Não são propriamente resoluções... são pequenas coisas que quero lembrar-me de fazer porque me dão prazer, que fazem de mim aquilo que sou.
Como dizia há uns tempos a uma amiga (de 12 anos) cabe-nos a nós entender os obstáculos que nos aparecem pela frente, saber ultrapassá-los, aprender a disfrutar de cada vitória, saborear os bons momentos e guardá-los na nossa memória. E cada ano que vivemos não é mais do que isso. Aprendemos a viver, e eu quero saber viver bem.
Vai ser um Feliz Ano Novo!
sábado, dezembro 24, 2011
sábado, julho 09, 2011
domingo, maio 22, 2011
Um retrato das "nossas" turmas
A turma
A turma tinha vinte e seis alunos e era a décima do sexto ano. Os Bons, os Maus e os Águas faziam parte dela. Como todas as turmas da Escola, tinha as suas beldades, os seus palhaços, os seus Quixotes... e uma multidão de Sanchos.
As crianças do 6º 10ª eram uma amostra da população escolar. Umas tinham pais ricos, outras tinham pais pobres - muito pobres ou pouco pobres - e outras não tinham pais ou, se tinham, não sabiam. Algumas eram felizes, outras estavam na dúvida, outras pensavam que não. Gostavam todas de rir, estudavam muito pouco e eram raras as meninas que não tinham namorado ou esperança de vir a ter.
Entre si eram diferentes. Eram loiros e morenos, tinham sardas e borbulhas, olhos azuis e castanhos, óculos pouco assumidos com medo de uma bolada ou a alcunha de "cangalhas", e portavam-se de acordo com a sua natureza e vida familiar. Quando um professor deixava, trepavam pelas paredes e ... "Viva a rebaldaria!", mas se os mantinha cuidados na palma da sua mão, baixavam as guardas todas, levantavam a viseira e rendiam-se à firmeza, se a firmeza tinha amor.
Falar daquelas crianças é alinhar pedacinhos dos "puzzles" das suas vidas. Defini-las e explicá-las já não seria possível pois, indivíduos que são, serão sempre inatingíveis no rosto da sua alma. Todavia, quem os conheceu bem e privou com eles, até mais do que a família, sente que sempre houve alguns a quem foi dado chegar à porta do seu castelo... Por dois anos? Por um momento? ...
É isso o que uma escola tem de triste: eles vêm e recebem doses de ternura, saber e atenção e depois vão-se embora e não voltam mais. Para quem os conheceu, o tempo não passa; podem crescer, ter barba, bigode, casar e ter filhos que, no coração onde se instalaram, são sempre meninos e não crescem mais.
E, ao acolher cada ano os que chegam, ao comparar falhas, virtudes, sorrisos, há sempre a tendência de apelar para o passado, à procura dos outros que deixaram marcas, e eram tão iguais aos que agora chegam.
É assim que se pensa notando semelhanças: Meu Deus, a Princesa das Neves voltou! E o Manel, o Toninho... E, olha a Adélia e a Mariazinha!...
Então o tempo pára, a história repete-se e não custa tanto perdê-los mais tarde, pois ano após ano, tornam a voltar.
(Maria Lucília Bonacho - O Futuro está a estudar)
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
Em jeito de agradecimento
Obrigada pela música.
Obrigada à minha família por serem tão musicalmente ricos.
Graças a eles, em todas as esquinas me deparo com sons familiares, e chego à conclusão de que, se tenho uma tão vasta paleta de gostos musicais, é a eles que o devo.
E é que não se fica apenas por já ter ouvido uma coisa ou outra...
Passa por conhecer, por exemplo, os corredores da Fundação Gulbenkian, e conhecer-lhe o cheiro (ah...que cheiro tão especial tinha a Gulbenkian) e associá-lo a tantas memórias auditivas e também visuais (um grande concerto do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, com bolas de ping-pong a saltar de um piano e de uma harpa!).
Sentir as canções portuguesas e estrangeiras com toda a força que se pretendia transmitir.
Conhecer grandes nomes da música de que hoje, pouco ou nada se ouve falar.
Sim. Tenho que agradecer à minha mãe, por me ter levado pelos caminhos da música coral, que ainda hoje tanto mexe comigo.
Ao meu pai, por me ter dado a conhecer tantos músicos estrangeiros, que, quando pergunto a gente da minha idade se conhecem logo me fazem uma careta com um enorme ponto de interrogação por cima(?).
À minha irmã (também ela por influências dos meus primos...) por me ter criado o bichinho da música brasileira e portuguesa (da boa!) que decorei de tanto ouvirmos em casa. E que ainda hoje gosto de ouvir!
Aos meus primos por nos apresentarem sempre novos sons, por se manterem actualizados e fazerem questão de o partilharem connosco.
Aos meus tios por manterem vivas as canções e temas populares portugueses que de outra forma já não conheceria (como uma tal canção dos Malmequeres, que são finas flores..)
À Minh'avó, que através das suas canções ainda me transmitiu alguns pregões e tradições, que já não são do meu tempo, mas que me fizeram ficar atenta àqueles que ainda se ouviam pelas ruas de Lisboa (quem não se lembra do som do amolador de facas que passava nas ruas, ou do senhor da "Olá fresquinho" na Costa da Caparica?)
À Bruna, que lá de longe me mandava sons diferentes, numa língua estranha...mas que aprendi a ouvir, gostar e cantar...(mesmo que por vezes não faça ideia do que estou a dizer).
Obrigada, porque agora, quando volto a ouvir esses sons, que reaparecem a cada esquina, reconheço-os. E identifico-os. E sinto-me privilegiada.
Graças a essas janelas que se foram abrindo para mim, fui capaz de abrir umas portas e fechar outras.
Graças a esses caminhos sonoros que percorri, fiquei mais atenta, mais sensível, mais selectiva aquilo que nos entra pelos ouvidos dentro.
Tenho pena que nem todos tenham a sorte de ter uma família tão musicalmente rica como eu tenho.
Trago na memória momentos únicos. Cantar e tocar num palco ou num bar, com apenas meia dúzia de canções no bolso, mas com uma convicção de encher um pavilhão (com a minha prima Marta); cantar ao fim da tarde à volta de uma fogueira, na praia ou na Assafora, com ou sem viola; tentar acompanhar o Zé enquanto cacarejavamos que o Galo é dono dos ovos; ou até, nas eternas noites familiares em casa da Minh'avó à volta do piano, cantando as suas cantigas a uma, duas ou até três vozes.
Obrigada por terem enchido a minha vida de música!
sábado, novembro 20, 2010
Vida nova...?
Durmo de manhã, trabalho de tarde e brinco de noite... como queria...
Mas o resto...fica mais ou menos na mesma.
Ou talvez não...
Pois é. Inicio assim um relato da minha relação com o Facebook, esse malefício dos nossos dias...
Malvado, dizem uns.
Bendito, digo eu.
Viciante, sim...(com farmville e outros villes à mistura), mas...
Graças a este novo "vício", reencontrei pessoas que outrora pertenceram à minha vida, e de outra maneira o mais provável era nunca mais saber delas.
Falo de familiares, alguns que apenas me lembro de ouvir falar, por serem primos já em 2º ou 3º grau.
Falo de colegas de escola primária, de quem perdi o rasto assim que saí do Colégio Luso-Suíço, uma vez que não era na minha àrea de residência e como tal, não eramos vizinhos, como a maioria das crianças...
Falo de colegas da Escola Secundária de Benfica, onde estive apenas 3 aninhos (do 7º ao 9º), e criei poucos laços, mas tenho muitas memórias.
Falo de rever fotos com muita história destes sítios que marcaram o meu crescimento.
Falo de colegas do Conservatório que me viu crescer durante 10 anos da minha vida. Pessoas que por continuarem em Lisboa e ligadas à música, mantiveram o contacto. Que eu perdi quando saí do Conservatório e me dediquei ao meu curso de professora.
Criei tantas relações através desta janela, e recuperei tantas outras, que não posso dizer que este é um mau vício.
Conversas, piadas, piropos, abraços e beijos virtuais. Ligações para canções escolhidas porque se gosta, porque apetece, porque se descobriu ou só porque sim. Convites para eventos, apoios a causas, apelos e tanta coisa.
Tudo se passa naquela janela.
É por isto, que uso o facebook. Porque sim. Porque fico tão mais perto. E gosto!
E porque sim, partilho aqui uma canção que tem tudo a ver com o que acabei de dizer.
Mariza - "Oh Gente da minha terra"
domingo, setembro 19, 2010
Ano novo...Vida nova?
Será presságio de mudança?
Será que tudo continuará "na mesma como a lesma"?...
Apetecia-me mudar.
Apetecia-me pintar o cabelo de azul, dormir de dia e "brincar" de noite, dizer tudo o que me passa pela cabeça sem pensar nas consequências, andar à chuva, torrar ao sol...
Mas é tão difícil a mudança. Não depende só de nós. É uma corrente que não tem fim, e nós somos apenas mais um elo dessa corrente. Se nos soltamos...perde o sentido.
É fácil dizer "ah, e tal, devias mudar..." ...
Difícil é dizer "ah e tal, eu já mudei..."
Construir uma vida nova.
Essa devia ser uma das resoluções de ano novo de qualquer um de nós...
Sairmos do marasmo, ainda que achemos que estamos bem. Revirar a nossa vida.
Tornar-se-ia mais interessante concerteza..mas variada...diferente.
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades; muda-se o ser, muda-se a confiança; todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades". (Camões)
Novas qualidades. Mudança.
Será?
segunda-feira, abril 12, 2010
Nostalgia
Bela, simples, brilhante. Foi assim que sempre foi e sempre continuará a ser a minha amiga Andreia Marques.
A notícia chegou como se de um murro no estômago se tratasse.
O dia de hoje foi difícil.
A vida prega-nos estas rasteiras. É preciso aprender a reagir. Ainda me custa reagir. Ainda estou no chão, caída, tentando levantar-me.
Levantamo-nos aos poucos, com umas ajudas, ou sozinhos. Acabamos por nos levantar, e aprender a reagir mais depressa a estas rasteiras.
Hoje o mundo está mais pobre, mas ganhámos uma estrelinha no Céu que brilha com toda a sua força, que nos indica o caminho, ainda que tenhamos as tais pedras nesse caminho.
Até sempre
terça-feira, abril 06, 2010
Saudosismos
Caminhos vazios.
Caminhos diferentes.
As mesmas fachadas, as mesmas paredes, as mesmas cores, os mesmos cheiros.
Mas tudo diferente.
Puxando pela memória, volto a estar lá. Naqueles corredores, naquelas salas, naqueles bancos.
Volto a sentir o frenesim dos dias de trabalho, de loucura, da vida que fiz, ali.
Quatro anos que mais parecem uma vida inteira.
Tantas histórias que esqueço, com o passar dos dias que seguem pela frente...e não me deixam recuar
Mas quando regresso àquelas paredes, àqueles espaços, parece que essas mesmas histórias voltam a acontecer.
Volto a sorrir com as lembranças.
Olhando para a foto, bate a saudade.
Aquele nó, aquele aperto no peito.
Já passou.
Foi tão depressa.
Foi há tanto tempo.
Foi ontem.
sábado, abril 03, 2010
Lisboa
É isto que me faz falta.
O trânsito.
O barulho.
A confusão.
E ao mesmo tempo, o silêncio de Lisboa.
Faz-me falta a indiferença dos que passam. O anonimato.
Passar despercebida.
Gosto de olhar para a minha rua e relembrar um campo de futebol, onde eu não jogava, mas via jogar.
Um jardim onde antes esteve um avião, em que entravamos e brincávamos. Ficar a olhar para a minha rua, simplesmente, em busca das memórias que tenho (das que me lembro e das que me tento lembrar...)
Passar nas ruas de Benfica e relembrar brincadeiras e traquinices de jovem...inconsciente. Recordar os tempos de escola e mais tarde de faculdade...
Gosto de acordar no meu quarto em Lisboa. Sentir o sol a querer espreitar pela gelosia.
O ritual do pequeno-almoço.
Passeando pelas ruas em que vivi, encontro-me. Encontro a minha vida. O que fui. O que sou.
O que sou ganha outro sentido quando estou em Lisboa. Ainda não percebi porquê, nem como. Mas é assim.
Lisboa está-me no sangue. Faz-me falta.
sexta-feira, março 19, 2010
25 coisas aleatórias sobre mim...
02. Aprendi a dizer "Adoro-te" quando passei a estar longe.
03. Tenho uma memória péssima...nunca tenho noção de "quanto tempo ou anos passaram desde que..."
04. Tenho uma péssima auto-estima.
05. O "Diário de Anne Frank" tem muitos significados para mim...além dos que são universais...marca uma data muito sentida (não me perguntem qual é...ver ponto 03)
06. Não tenho, mas gostava de ter, pachorra nem imaginação para cozinhar.
07. Sou (demasiado) ciumenta e curiosa.
08. Tenho sonhos/projectos (musicais) na minha cabeça que não sei se alguma vez irei realizar.
09. A canção "Ó gente da minha terra" faz-me chorar.
10. Ainda tenho na minha memória o cheiro dos corredores da Fundação Gulbenkian.
11. Adoro dormir, odeio levantar-me cedo, adoro adormecer no sofá, e prefiro trabalhar à noite.
12. Baptizei-me e casei-me aos 29 anos.
13. Tenho um blog, mas não escrevo lá nada há meses. Faltam-me as ideias...
14. Quando era pequena dizia que queria trabalhar num café. Hoje sou professora de música. Tem tudo a ver!
15. Não consigo fingir. Quando não gosto de uma pessoa, pura e simplesmente não me dou com ela.
16. Para mim o Natal é especial. Volto a "estar no grupo", volto a ser menina, volto a sentir a excitação dos presentes e do Pai Natal. Volto a comer mousse da Patia, ou Baba de camelo da Zita. Volto a andar nas compras à última da hora e a embrulhar presentes no dia de Natal. Volto a acordar cedo para ir ver o sapatinho. E agora, passo a ter aquele brilho no olhar ao ver os outros receber aqueles presentes especiais, que antes não podia dar.
17. No ano passado, fizeram-me uma festa surpresa no meu aniversário.
18. Não gosto de estar sozinha, e sinto-me muitas vezes só.
19. Embora goste de viver na Madeira, sinto falta de Lisboa e tudo o que ela implica. Faz-me falta.
20. Ainda não consegui deixar de fumar.
21. Sou organizada na desorganização. Para mim as coisas têm que estar empilhadas/encasteladas. Irrita-me loiça no lava-loiças que não esteja encastelada.
22. A música para mim é um modo de estar na vida. Ela reflecte quem eu sou. Associa-se ao meu estado de espírito e vice-versa. É essencial à minha existência, seja como ouvinte, como executante ou como criadora. É por isso que acredito que não ensino música. Ensino a usar as ferramentas da música. E peço aos meus alunos que aprendam a usá-las para que um dia possam sentir, viver, respirar a música como eu. E alguns conseguem.
23. Adoro barrigas de grávidas. Irrita-me que me estejam sempre a perguntar "Então e tu? Já é altura"...
24. Tenho medo de baratas. Paraliso. Descontrolo-me. Eu não era assim...mas aqui na Madeira, elas voam! Eu sei que elas não me fazem nada...mas não consigo...
25. Tive que pensar muito para fazer estas 25 coisas aleatórias sobre mim. Sei que depois de as publicar, me vou lembrar de mais "isto ou aquilo" que poderia ter posto. Noutro dia faço outra vez, e ponho as tais que não me ocorreram agora...
quinta-feira, julho 30, 2009
Boas ideias...
Já foi no ano de 2008. Porque não em Portugal!?
quarta-feira, abril 15, 2009
Carmina Burana
É estranho. Ao fim de 32 anos de vida descobrir que o nome Maria João Viana não é só meu. Descobrir que neste país tão pequenino, há lugar para duas de nós...
Para além do nome, o gosto por Carl Orff também se revela curioso. Embora não da mesma forma, mas o facto de já ter executado, no Côro da Escola de Música do Conservatório Nacional, há muito tempo, a sua obra "Catulli Carmina" e assentar a minha prática pedagógica na metodologia Orff, faz com que a paixão da minha homónima por Orff seja mais um elo de ligação entre nós. Este mesmo nome, Orff, e o facto de estar tão intimamente ligado ao ensino da música a crianças, continuando a demonstrar a sua capacidade de se destacar, quer como pedagogo como compositor, cria mais um laço entre este nosso nome. A ligação às crianças. Da minha parte, aos meus alunos, e da minha homónima, ao seu filho, a quem dedica o seu blog e através do qual a pude descobrir. É interessante ver a quantidade de coisas que ligam duas perfeitas desconhecidas, que no entanto, através das novas (já não tão novas) tecnologias se cruzam e sem nunca terem pensado nessa possibilidade ficam ligadas, talvez para sempre.
Este nome, que eu julgava ser apenas meu, afinal não o é. É mais que isso. E ao encontrar tantas semelhanças entre mim e a minha homónima, pergunto-me se não será mais que um nome. Não será que o nosso nome nos define de alguma forma? Quantas mais Marias Joões haverá pelo mundo fora, com as mesmas caracteristicas que nós? E haverá mais Vianas também? Quantas de nós há por aí?...







































