terça-feira, fevereiro 14, 2023

45/365

 Dia de São Valentim. 

Um dia como os outros, só que não. Várias memórias me invadiram ao longo do dia. Foi um dia do avesso. Olho para cima. Perfeito. Vou guardar. Para ganhar o dia



quarta-feira, fevereiro 08, 2023

39/365

 

 
 
Dos dias solarengos de inverno.
Da ternura do sol que me aquece os poros tristes.
Dos invernos quentes que me embrulham no aconchego.


terça-feira, fevereiro 07, 2023

38/365

O mar é o meu confidente.

Só ele sabe tudo sobre mim.

Só ele me entende nos momentos de dor.

Só ele ampara as minhas saudades, 

as minhas lágrimas,

as minhas fúrias,

e as minhas dores.

É a ele que recorro.

Nunca me falha.

Nunca me desaponta.

Nunca me abandona.




segunda-feira, fevereiro 06, 2023

37/365

 Atualizando competências…



36/365

 Fabuloso fim de fim de semana. 

Ao som das palavras dos poetas ilhéus, acompanhados pela música da alma de seres extraordinários, tive o privilégio de usufruir de quase 90 minutos de pura arte.

Saí de alma cheia. Foi tão bonito!

"Este mar de palavras que nos une".



sábado, fevereiro 04, 2023

35/365


 Possibilidades infinitas entre “aqui” e “ali”.

Todas aquelas que couberem no universo, e mais ainda.

Uma viagem estonteante pelo centro do núcleo do âmago de mim. 

Foi assim tão fundo, sim. 

E quando voltei cá para fora, nada estava decidido, definido ou formatado. 

Ganhei uma visão periférica não do que me rodeia, mas do que me pode rodear. 

“À luz do universo, que flui…” 


quarta-feira, fevereiro 01, 2023

32/365

 

Primeiro dia do segundo mês. Mais um recomeço. Mais do mesmo.

Música, senhores!



terça-feira, janeiro 31, 2023

domingo, janeiro 29, 2023

29/365

Domingo. 

Dia frio. Sol de inverno.

Sozinha, com as minhas linhas e os meus pensamentos.

Não tão sozinha como parece. 

Senti a tua presença. 

A vossa presença. 

Estive acompanhada neste momento que me é tão familiar, ainda que diferente do habitual.

Existes tanto em mim, que no dia a dia, quase vejo as coisas pelos teus olhos. 

Tenho saudades. Muitas.





sábado, janeiro 28, 2023

28/365

Somewhere over the rainbowBluebirds flyBirds fly over the rainbowWhy then, oh, why can't I?




sexta-feira, janeiro 27, 2023

27/365

 

Num dia meio cinza, terminei com cor e alma em palco

“The man who did not see the whale pass by”



quarta-feira, janeiro 25, 2023

25/365

 

Sinto chover na alma.

Sinto as entranhas a preto e branco.

A sombra que se esconde num beco.

Sinto os pés a arrastar no chão,

A sola gasta de andar,

E nunca lá chegar.

Nariz apontado para o céu,

Em busca de luz.

Inspira,

O ar fresco.

Espera.

(Jo 25/1/23)

domingo, janeiro 22, 2023

22/365

Dos domingos no mundo.

Domingos de domingar.

Domingos de lazer.

Dolce fare niente.

Dos dias de recuperar.

Apanhar sol.

Ler e escutar.

e trabalhar.

E voltar ao dia,

e vencer.




sábado, janeiro 21, 2023

21/365

Dos sábados de caminhar à beira mar. De “papo pró ar”. Banhos de sol no terraço. Cuidar da horta. Cuidar de mim. Jantar com amigos. 



sexta-feira, janeiro 20, 2023

20/365

 O dia hoje deu uma volta ao mundo. E afinal, não saí do mesmo lugar.


(Trabalho de Francisco Teixeira, Museu Etnográfico da Madeira)

quinta-feira, janeiro 19, 2023

19/365

 

Mais um dia corrido. E o sol, lá se pôs. Na sua paleta de cores única. Ainda não encontrei nenhuma foto que consiga transmitir o que sinto quando me entrego a este momento.




quarta-feira, janeiro 18, 2023

18/365

 


Começou assim.                            Solarengo.                                Quente.                                  Envolvente. 

Abraçou-me com uma ternura esquecida pelo tempo.         Segurou o meu corpo como se se pudesse partir.

        Repousei o meu coração nesse abraço.                                             Abri a minha alma ao sol.

Fechei os olhos e sorri.         Senti o coração bater.           Fiquei no abraço.         Deixei a minha alma voar.


(Jo, 18/jan/23)




terça-feira, janeiro 17, 2023

17/365

 Coisas banais.

        Coisas simples.

                Mexer na terra.

                        Sentir o sol.

                                Olhar o mar.

                                        Cheirar as flores.

                                                Uma terça-feira.

                                                                


 


segunda-feira, janeiro 16, 2023

16/365

De vez em quando, o céu pinta-se de cores bonitas para me lembrar que a vida também tem estes momentos. ❤️




sexta-feira, janeiro 13, 2023

quarta-feira, janeiro 11, 2023

11/365


Frágil.

Débil.

Não, delicada.

Pequena mas poderosa.

Com um aroma adocicado,

Intenso,

Invasor.

Inalo o seu perfume 

Que viaja até ao âmago do meu ser.

De cores suaves e etéreas,

Atraem o olhar 

como se perscrutassem a minha alma

E exaltassem a minha essência em si,

Nesse broto puro, pequeno, delicado.

(Jo, 11/01/2023)



terça-feira, janeiro 10, 2023

10/365

 


Dez dias se passaram deste novo ano. E já tanta coisa aconteceu. 

Na sala vazia, despida dos enfeites, dos ornamentos, da bolas e das luzes, sento-me e olho pela janela. Lá estão as nuvens, pintadas de cores que não cabem na paleta. Lá está a luz do sol, que me aquece a alma, só de olhar. Perco-me a olhar. Permito-me contemplar. Encontro-me a cada inspiração daquele momento mágico, que dura apenas uns segundos, mas que insisto em repetir daí a outros tantos. Na minha cabeça passa uma banda sonora que não consigo identificar nem reproduzir. É só minha. Ainda não foi escrita. Ou talvez sim. Prefiro usufruir do momento, sem pensar. Eu e a música das cores nas nuvens com sol.

segunda-feira, janeiro 09, 2023

9/365

 Fazer e desfazer… acabou a época natalícia… toca a arrumar…

Em dezembro há mais…



sexta-feira, janeiro 06, 2023

6/365 - Dia de Reis.

Dia estranho.

Partiu a Tisa. 

Partiu mais um elemento do clã.

Mulher franzina na estatura mas enorme na coragem, na luta, no sangue na guelra. 

Ficam-nos as memórias boas. De tudo um pouco. Praias, “discussões”, tabaco perdido, lutas com “os picos”, noites de cinema… 

Até já. 

Descansa Tisa. 







terça-feira, janeiro 03, 2023

3/365


Desarrumar, escolher, dobrar, arrumar, limpar, pôr para lavar, meditar, procrastinar, contemplar, dormitar. Um bocadinho de tudo, num dia só.

segunda-feira, janeiro 02, 2023

2/365

Finalizações e recomeços. Chegadas e partidas. Pelo meio, viagens por outras paragens. Numa improvável realidade, a Guernica vive na Damaia, num corredor laranja. E, no entanto,  tudo faz sentido.
Chegada à ilha, preparo-me para mais um início. Para o reboliço. Mas antes, dormir, que o dia foi comprido.




domingo, janeiro 01, 2023

2023 - renovações - 1/365

  Terminou o ano de 2022. Foi um ano recheado. Agitado como as ondas do mar. Diariamente partilhei em modo fotográfico, no Facebook, o meu ano. Quem estiver curioso, visite o Facebook…(só para “amigos”).

Este ano optei por o fazer aqui. Em modo “o que me apetecer”. Seja um texto, uma frase, uma foto, um vídeo. Para quem quiser ler. Para mim. 

Pensando no ano novo em que entrámos, tentei chegar a consenso com “revoluções”. Não consegui. E ainda bem. Quero fluir com os dias que me vão surgindo, e deixar fluir as minhas intenções sem forçar.

Claro que tenho objetivos, que vão desde a perda de peso (0.0) ao crescimento pessoal… mas não quero ficar limitada a eles. 

Neste primeiro dia do ano estou ainda no rescaldo do fim do ano anterior. Cheguei à conclusão, por exemplo, que comi as doze passas e não desejei nada. Ou pelo menos, nada específico e consciente. Pensei em várias coisas e em nada ao mesmo tempo. Considero portanto que esta primeira semana será, provavelmente, dedicada a isso. Ou não. 😁 Veremos como corre.

Então consideremos esta a primeira entrada de 2023.



quinta-feira, outubro 31, 2013

Notas (soltas)

DOr e
REvolta em
MIm, fosse tudo tão
FÁcil como o
SOL em raios de
LÁpis de cores
SImples.

Jo (28.11.07)

segunda-feira, setembro 30, 2013

Borboleta

Borboleta
Tem uma letra
Que se não queda
Pra não haver quebra.

Borboleta
Tem uma asa
Pra quem não casa.

Borboleta
Tem uma certeza
E a gentileza
Em cima da mesa.

Borboleta
Tem um casulo
Onde me escondo
Só, no meu mundo.
Jo (28.11.2007)

sexta-feira, setembro 20, 2013

Check!

Sensação de meio dever cumprido.
Primeira aula do ano - Check!
Ansiosa pelas próximas...
Já tinha saudades de estar com os "piquenos".
Falta o resto. Cargos que estão no horário mas que ainda não sei bem para que são... Falta essa metade.

terça-feira, setembro 17, 2013

O Mar

O mar não é azul
É violeta
É de côr incerta
É da côr da dor
Que nos aperta
É cinzento
Como o momento
Em que rebenta
A onda da desventura
É como o fio
que nos segura
Como uma marioneta
E afinal
O Mar não é Azul?
Jo (04/05/2007)

quarta-feira, setembro 11, 2013

Tranquilidade...


Inícios

Os inícios das coisas tem algo de ambíguo que é estranho de compreender...
Um misto de felicidade com nervosismo, medo, apreensão à mistura.
Começar um ano letivo sem saber nada do que me vai calhar não me traz felicidade nenhuma.

quarta-feira, agosto 28, 2013

I'm back!

Quase dois anos depois, visitei-me.
Visitei o meu blog e verifiquei que nunca mais cá escrevi...
Tss, tss, tss....
Que falha...
Na verdade não tenho grande coisa para dizer.
(pausa para pensar no que poderia escrever....)
Não. Na verdade não me ocorre nada. Vou deixar assim. Talvez amanhã ou depois tenha qualquer coisinha para partilhar. Por hoje fica assim.

sábado, dezembro 31, 2011

Reflexão de Fim de Ano

Neste último dia do ano, dei por mim a fazer algo que não me lembro de nunca ter feito neste dia. Dei por mim a refletir. A pensar a sério no ano que passou e no ano que se vai iniciar.
Não se pode dizer que tenha sido um ano mau. Foi um ano de mudança para mim. Foi um ano diferente. Mas agora que faço a reflexão final, tanta coisa podia ter sido melhor... Foi um ano difícil de classificar, cheio de bons e maus momentos. Cheio de angústias e alegrias. Cheio de novidades e de rotina. Cheio de vida, afinal.
Podemos fazer uma lista de coisas que queremos mudar, ou refazer, ou evitar. Mas a verdade é que o novo ano é apenas uma continuação deste. A mudança não depende de um número que passa de 11 para 12. A mudança está no nosso ser, nas nossas atitudes. Não é por eu pedir um desejo (12 vezes o mesmo, ou 12 desejos diferentes) ao som das 12 badaladas, a estrear algo novo, a encher a boca de passas e a empurrá-las com espumante enquanto se salta para entrar no ano novo com o pé certo, que ele se concretiza! Mas é um ritual repleto de esperança, que por vezes substitui a nossa capacidade de agir, mudar, ser.
E é aqui que normalmente surgem as “12 resoluções de fim-de-ano”. Não as vou fazer. Não por ser do contra, mas apenas porque me parece que não tenho 12.
Pensando no ano novo que há-de vir, avistamos dificuldades, falta de dinheiro, excesso de despesas, desemprego, greves... Olhando assim, vemos um ano negro. Não é esta a visão que quero ter do meu futuro. Quero pensar positivo. Quero pensar que vou dar valor às pequenas coisas, aos pequenos prazeres, aos sorrisos, às gargalhadas, aos amigos, à família, e vou apreciar cada momento como sendo único, porque afinal, são esses momentos que fazem o nosso ano ser memorável.
Podia, por exemplo, decidir deixar de fumar, já que os preços vão subir substancialmente, mas não me apetece! É um dos tais pequenos prazeres, ou malefício, como queiram. Mas pronto, vou tentar reduzir, a bem da minha saúde... e da minha carteira...
Preciso de levar o Jonas ao veterinário, ir ao médico fazer os exames de rotina (que já devia ter feito...) e estar menos tempo ao computador. Estas são resoluções!
Pintar a sala, escrever mais vezes, telefonar mais vezes, ouvir mais música, arranjar maneira de dançar, ver o telejornal mais vezes, estudar harpa, fazer fotografia... Não são propriamente resoluções... são pequenas coisas que quero lembrar-me de fazer porque me dão prazer, que fazem de mim aquilo que sou.
Como dizia há uns tempos a uma amiga (de 12 anos) cabe-nos a nós entender os obstáculos que nos aparecem pela frente, saber ultrapassá-los, aprender a disfrutar de cada vitória, saborear os bons momentos e guardá-los na nossa memória. E cada ano que vivemos não é mais do que isso. Aprendemos a viver, e eu quero saber viver bem.
Vai ser um Feliz Ano Novo!

sábado, julho 09, 2011

domingo, maio 22, 2011

Um retrato das "nossas" turmas

A turma

A turma tinha vinte e seis alunos e era a décima do sexto ano. Os Bons, os Maus e os Águas faziam parte dela. Como todas as turmas da Escola, tinha as suas beldades, os seus palhaços, os seus Quixotes... e uma multidão de Sanchos.

As crianças do 6º 10ª eram uma amostra da população escolar. Umas tinham pais ricos, outras tinham pais pobres - muito pobres ou pouco pobres - e outras não tinham pais ou, se tinham, não sabiam. Algumas eram felizes, outras estavam na dúvida, outras pensavam que não. Gostavam todas de rir, estudavam muito pouco e eram raras as meninas que não tinham namorado ou esperança de vir a ter.

Entre si eram diferentes. Eram loiros e morenos, tinham sardas e borbulhas, olhos azuis e castanhos, óculos pouco assumidos com medo de uma bolada ou a alcunha de "cangalhas", e portavam-se de acordo com a sua natureza e vida familiar. Quando um professor deixava, trepavam pelas paredes e ... "Viva a rebaldaria!", mas se os mantinha cuidados na palma da sua mão, baixavam as guardas todas, levantavam a viseira e rendiam-se à firmeza, se a firmeza tinha amor.

Falar daquelas crianças é alinhar pedacinhos dos "puzzles" das suas vidas. Defini-las e explicá-las já não seria possível pois, indivíduos que são, serão sempre inatingíveis no rosto da sua alma. Todavia, quem os conheceu bem e privou com eles, até mais do que a família, sente que sempre houve alguns a quem foi dado chegar à porta do seu castelo... Por dois anos? Por um momento? ...

É isso o que uma escola tem de triste: eles vêm e recebem doses de ternura, saber e atenção e depois vão-se embora e não voltam mais. Para quem os conheceu, o tempo não passa; podem crescer, ter barba, bigode, casar e ter filhos que, no coração onde se instalaram, são sempre meninos e não crescem mais.

E, ao acolher cada ano os que chegam, ao comparar falhas, virtudes, sorrisos, há sempre a tendência de apelar para o passado, à procura dos outros que deixaram marcas, e eram tão iguais aos que agora chegam.

É assim que se pensa notando semelhanças: Meu Deus, a Princesa das Neves voltou! E o Manel, o Toninho... E, olha a Adélia e a Mariazinha!...

Então o tempo pára, a história repete-se e não custa tanto perdê-los mais tarde, pois ano após ano, tornam a voltar.

(Maria Lucília Bonacho - O Futuro está a estudar)

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Em jeito de agradecimento

Obrigada pela música.

Obrigada à minha família por serem tão musicalmente ricos.

Graças a eles, em todas as esquinas me deparo com sons familiares, e chego à conclusão de que, se tenho uma tão vasta paleta de gostos musicais, é a eles que o devo.

E é que não se fica apenas por já ter ouvido uma coisa ou outra...

Passa por conhecer, por exemplo, os corredores da Fundação Gulbenkian, e conhecer-lhe o cheiro (ah...que cheiro tão especial tinha a Gulbenkian) e associá-lo a tantas memórias auditivas e também visuais (um grande concerto do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, com bolas de ping-pong a saltar de um piano e de uma harpa!).

Sentir as canções portuguesas e estrangeiras com toda a força que se pretendia transmitir.

Conhecer grandes nomes da música de que hoje, pouco ou nada se ouve falar.

Sim. Tenho que agradecer à minha mãe, por me ter levado pelos caminhos da música coral, que ainda hoje tanto mexe comigo.

Ao meu pai, por me ter dado a conhecer tantos músicos estrangeiros, que, quando pergunto a gente da minha idade se conhecem logo me fazem uma careta com um enorme ponto de interrogação por cima(?).

À minha irmã (também ela por influências dos meus primos...) por me ter criado o bichinho da música brasileira e portuguesa (da boa!) que decorei de tanto ouvirmos em casa. E que ainda hoje gosto de ouvir!

Aos meus primos por nos apresentarem sempre novos sons, por se manterem actualizados e fazerem questão de o partilharem connosco.

Aos meus tios por manterem vivas as canções e temas populares portugueses que de outra forma já não conheceria (como uma tal canção dos Malmequeres, que são finas flores..)

À Minh'avó, que através das suas canções ainda me transmitiu alguns pregões e tradições, que já não são do meu tempo, mas que me fizeram ficar atenta àqueles que ainda se ouviam pelas ruas de Lisboa (quem não se lembra do som do amolador de facas que passava nas ruas, ou do senhor da "Olá fresquinho" na Costa da Caparica?)

À Bruna, que lá de longe me mandava sons diferentes, numa língua estranha...mas que aprendi a ouvir, gostar e cantar...(mesmo que por vezes não faça ideia do que estou a dizer).

Obrigada, porque agora, quando volto a ouvir esses sons, que reaparecem a cada esquina, reconheço-os. E identifico-os. E sinto-me privilegiada.

Graças a essas janelas que se foram abrindo para mim, fui capaz de abrir umas portas e fechar outras.

Graças a esses caminhos sonoros que percorri, fiquei mais atenta, mais sensível, mais selectiva aquilo que nos entra pelos ouvidos dentro.

Tenho pena que nem todos tenham a sorte de ter uma família tão musicalmente rica como eu tenho.

Trago na memória momentos únicos. Cantar e tocar num palco ou num bar, com apenas meia dúzia de canções no bolso, mas com uma convicção de encher um pavilhão (com a minha prima Marta); cantar ao fim da tarde à volta de uma fogueira, na praia ou na Assafora, com ou sem viola; tentar acompanhar o Zé enquanto cacarejavamos que o Galo é dono dos ovos; ou até, nas eternas noites familiares em casa da Minh'avó à volta do piano, cantando as suas cantigas a uma, duas ou até três vozes.

Obrigada por terem enchido a minha vida de música!